Qualquer um consegue desenhar, alguns no entanto poderão levar mais tempo pra isso, persistência é a palavra chave. A prática aqui, antes de levar à perfeição, leva ao choro, desespero e à instintos de destruição tecnológica, “vou arrebentar este mouse!” mas o resultado final para os pacientes é sempre gratificante, compensa tudo.
Cada um tem um estilo próprio, até mesmo de aprendizagem, os caminhos nem sempre são os mesmos, mas vou deixando aqui três dicas que resumem um pouco a minha trajetória (que está
ainda em andamento claro!):
1 –COPIA
É isso mesmo, não tenha vergonha ou medo de copiar. Para que algo evolua, antes é necessário que seja copiado, afim de que aprendamos como é feito, e assim a inovação possa ocorrer. Deixemos um pouco de lado as questões de direitos autorais ou patentes, vivemos em uma sociedade que se desenvolveu através da cópia. Para quem está aprendendo a desenhar, isso significa muita observação e prática. (atenção: praticar não é o mesmo que copiar algo e toma-lo para si, tenha consciência de que neste estágio você está praticando e de que os créditos daquela criação pertencem a outra pessoa). =)
2 – DEIXE O DESENHO COM A SUA CARA
Uma das maneiras de “driblar” um pouco esta questão de cópia idêntica é tentar fazer com que ela se torne “menos cópia”. É quando a criação começa a surgir. Pode começar mudando o fundo abstrato do seu desenho, de uma paisagem, ou as cores. Tente fazer pequenas alterações* no desenho como deixar os olhos mais puxados ou mudar o estilo de cabelo. Avance aos poucos sem pressa: ser capaz de criar algo totalmente seu leva tempo. Um bom exercício é observar os objetos e as pessoas no dia-a-dia, a maneira como as pessoas andam, sentam, a posição dos pés e das pernas, seus gestos e expressões faciais. Tente com o tempo mudar a posição dos personagens em seus desenhos, assim elas vão deixando um pouco este caráter de cópia e vão se tornando mais originais. A freqüente repetição deste exercício o ajudará a adquirir técnicas que o permitirão criar seus próprios desenhos no futuro.

3 –RECONHECENDO PADRÕES
Com o tempo, você começa a perceber alguns padrões na movimentação dos corpos, no posicionamento das sombras¹, etc. Por exemplo, sempre deve haver um pouco de sombra no pescoço, nas orelhas e debaixo da franja no cabelo, nas dobras das roupas, pois são áreas que recebem pouca ou nenhuma luz. (Não deixem de checar o tutorial de Blues quanto à aplicação de luz e sombra nos desenhos). As sobrancelhas em uma expressão enfurecida são sempre arqueadas na diagonal de fora pra dentro²; etc. Reconhecer estes ‘padrões’ é o primeiro indício de que você está preparado pra se aventurar a criar algo seu, portanto seja bastante observador, pratique bastante e dê início à sua própria arte!
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